Durante o encontro, a Associação de Municípios da Cova da Beira, parceiro português do projeto, apresentou a Estratégia de Comunicação, definindo a abordagem de divulgação e envolvimento de públicos (produtores, entidades públicas, ecossistema de inovação e cidadãos), com foco na demonstração em contexto real e na transferência de conhecimento para o setor hortofrutícola.
A reunião incluiu ainda um ponto de situação por parte dos parceiros, consolidando a articulação entre desenvolvimento tecnológico e validação em campo: as soluções assentam em robótica autónoma, visão artificial e inteligência artificial, com atenção à adaptabilidade a diferentes culturas, condições de terreno e requisitos operacionais, assegurando robustez e viabilidade nos ensaios piloto.
Em termos de organização do trabalho, o FRUCTHOR-IA avança em paralelo na identificação e priorização das necessidades de automatização do setor, no desenvolvimento e integração de soluções robóticas (incluindo monitorização de culturas e trabalho colaborativo humano-robô), na validação e demonstração à escala piloto em vários territórios e, por fim, na transferência para o tecido produtivo, apoiada por ações de capacitação e por uma estratégia de aceitabilidade/viabilidade financeira que explore modelos de investimento partilhado e mutualização entre explorações compatíveis.
O consórcio do projeto é liderado pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) – Centro de Automática y Robótica (CAR) e integra 10 beneficiários, Associação de Municípios da Cova da Beira , incluindo Instituto Tecnológico de Castilla y León (ITCL), Fundación Andaluza para el Desarrollo Aeroespacial (CATEC), Chambre d'Agriculture Dordogne, Conseil Départemental de la Dordogne, Agerpix Technologies, École Supérieure des Technologies Industrielles Avancées (ESTIA), Instituto Politécnico de Bragança – CeDRI e Instituto Politécnico de Viseu através da Escola Superior Agrária.
Miguel Gavinhos, Presidente do Conselho Diretivo da AMCB refere que neste contexto, a sua ambição de implementar projetos-piloto em municípios e na região, tem como objetivo contribuir para trazer demonstrações reais ao território, recolher evidência técnica e criar condições para futura adoção e escalabilidade das soluções no setor.
A Mesa da Assembleia Intermunicipal passa a ter a seguinte composição:
Presidente: Sérgio Fernando da Silva Costa – Presidente do Município da Guarda
Vice-Presidente: Vítor Manuel Dias Proença – Presidente do Município do Sabugal
Secretário: Alexandre Filipe Fernandes Lote – Presidente do Município de Fornos de Algodres
Para o Conselho Diretivo, foi igualmente alcançada unanimidade na eleição da nova equipa:
Presidente: Luís Miguel Roque Tarouca Duarte Gavinhos – Presidente do Município do Fundão
Vogais:
Carlos Manuel Martins Condesso – Presidente do Município de Figueira de Castelo Rodrigo
António José Monteiro Machado – Presidente do Município de Almeida
Daniela Patrícia Monteiro Capelo – Presidente do Município de Pinhel
José Miguel Ribeiro de Oliveira – Presidente do Município de Penamacor
Compromisso com o território e com o futuro!
“A unanimidade registada nestas eleições é um sinal claro de coesão institucional e de maturidade política entre os municípios associados. Mostra que partilhamos uma visão comum para reforçar a cooperação, acelerar o desenvolvimento sustentável, valorizar o nosso território e melhorar, de forma contínua, os serviços prestados às nossas populações.” - Miguel Gavinhos
“Assumimos hoje este mandato com o compromisso de consolidar projetos estruturantes, promover a competitividade regional e afirmar uma voz conjunta mais forte. Queremos que a Associação de Municípios da Cova da Beira seja cada vez mais influente no contexto regional, nacional e transfronteiriço, criando oportunidades, atraindo investimento e garantindo melhores respostas para quem vive e trabalha na região” - Miguel Gavinhos
Iniciativas emblemáticas como a Feira ECORAIA, que projeta os produtos locais e a economia de proximidade a nível ibérico, a cooperação cultural que valoriza a identidade comum e dinamiza o território, e os projetos conjuntos nas áreas da energia, ambiente, turismo e prevenção de riscos demonstram que trabalhar em conjunto dá resultados. O Plano Estratégico do Território BINSAL 2030 surge agora como um passo decisivo para consolidar este caminho, reforçar a ambição política do território e garantir que a cooperação além-fronteiras continua a gerar emprego, fixar população e melhorar a qualidade de vida das comunidades, transformando visão política em ação concreta até 2030 e além.
Cofinanciado pela União Europeia, no âmbito do Programa Interreg, o projeto BINSAL Território Com Futuro tem como objetivo estudar, conhecer e debater de forma estruturada as opções de desenvolvimento do território transfronteiriço, com especial enfoque em ações ligadas ao agroturismo, à valorização dos recursos endógenos e à dinamização económica sustentável.
O trabalho conjunto entre a AMCB e a Diputación de Salamanca assenta no Convénio de Cooperação Transfronteiriça assinado em 2017, que deu origem à Comunidade de Trabalho BINSAL, consolidando um quadro institucional de colaboração entre territórios das NUTS III de Salamanca, Beiras e Serra da Estrela. Esta parceria visa promover a diversificação económica, reforçar a coesão social e valorizar o património natural, cultural e gastronómico comum.
O Plano Estratégico BINSAL 2030 organizar-se-á em torno de quatro eixos prioritários:
Turismo Sustentável; Agricultura e Gastronomia de Proximidade; Transição Verde e Digital; Governança Cooperativa. Entre os seus objetivos centrais destacam-se a fixação de empresas e população, a valorização da Marca Território BINSAL, a promoção de cadeias de valor locais e a preparação de projetos estruturantes para programas como Interreg, PT2030 e NextGenerationEU.
O modelo de gestão da elaboração do Plano Estratégico do Território BINSAL 2030 projeto articula a Comunidad de Trabajo BINSAL (CT BINSAL), o Grupo Técnico de Fronteira (GTF) e os Grupos de Ação Local (GAL) do território, que assumem um papel central enquanto agentes dinamizadores do desenvolvimento local e transfronteiriço.
O processo resultará em documentos estruturantes para cada fase, incluindo um diagnóstico estratégico, um plano de ação com medidas de curto e médio prazo, um dossiê de fichas de atuação com indicadores e estimativas de recursos, um modelo de governação, bem como um plano de implementação e instrumentos de monitorização. Os produtos finais integrarão o Plano Estratégico do Território BINSAL 2030 vai desenvolver um mapa interativo de agroturismo e bases de dados interoperáveis e que possam auxiliar na definição de estratégias e projetos para a região transfronteiriça.
O encontro, que decorreu nas instalações da Fundación ONCE, reuniu os parceiros espanhóis, franceses e portugueses e franceses para definir o plano de trabalho conjunto e as prioridades da rede “Neurone IncluvIA”, um conjunto de pequenos centros especializados na inclusão laboral de pessoas com deficiência através da integração de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e agentes autónomos colaborativos.
Um projeto europeu com impacto social
O projeto IncluvIA, com um orçamento global de 1,47 milhões de euros, pretende criar novas oportunidades de emprego, formação e empreendedorismo inclusivo, utilizando a IA como ferramenta de capacitação e integração socioprofissional.
A AMCB, é uma das entidades responsáveis pela implementação das ações-piloto em Portugal, nomeadamente na região dos seus municípios associados. O seu papel será fundamental na formação de beneficiários, identificação de necessidades locais, adaptação de soluções tecnológicas e promoção de projetos de economia social.
De acordo com Carlos Santos da AMCB“ este projeto é mais um passo na consolidação da estratégia da AMCB em matéria de inovação social e tecnológica, aproximando as ferramentas digitais dos territórios do interior e garantindo que ninguém fica para trás na transição digital e laboral”.
Resultados esperados
Entre os objetivos centrais do projeto destacam-se:
A reunião de Madrid marcou o início de uma parceria que se estenderá até maio de 2028, e que reunirá entidades de Espanha, França e Portugal com o propósito comum de colocar a tecnologia ao serviço da inclusão.
O projeto FRUCTHOR-IA procura dar resposta a estes desafios, promovendo a otimização da competitividade do setor hortícola através do desenvolvimento de soluções inovadoras de robótica autónoma para monitorização de culturas e colaboração homem-robô. Este contributo tecnológico visa potenciar a coesão social e territorial, reforçando o setor como pilar de um modelo económico sustentável e inclusivo.
Realizou-se em Arganda del Rey – Madrid, a primeira reunião de consórcio do projeto FRUCTHOR-IA. O encontro teve lugar nas instalações do CAR-CSIC – Center for Automation and Robotics, com a participação de todos os parceiros do consórcio.
Durante a reunião, foram apresentados e debatidos os pontos iniciais e o arranque dos trabalhos dos vários Grupos de Trabalho.
Análise de necessidades de automatização e desenvolvimento de soluções de robótica autónomas, Ensaios piloto de soluções de robótica autónoma, e, Dispositivo de capacitação e aceitabilidade financeira das soluções
O projeto FRUCTHOR-IA é cofinanciado pelo Programa Interreg Sudoe através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma ajuda FEDER de 1.342.387,50 euros e um custo total de 1.778.850,00 euros.
‘’O FRUCTHOR-IA apresenta-se como uma resposta inovadora e integrada aos desafios do setor hortícola do espaço Sudoe, promovendo a sua eficiência, sustentabilidade e resiliência.’’ José Manuel Custódia Biscaia, Secretario Geral AMCB
O consórcio FRUCTHOR-IA é liderado pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas – Centro de Automática y Robótica e integra as seguintes entidades:
Instituto Tecnológico de Castilla y León (ES)
Centro Avanzado de Tecnologias Aeroespaciales (ES)
Chambre d’Agriculture Dordogne (FR)
Conseil Départemental de la Dordogne (FR)
Agerpix Technologies SL (FR)
École Supérieure des Technologies Industrielles Avancées (FR)
Associação de Municípios da Cova da Beira (PT)
IPBragança -Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente (PT)
IPViseu -Escola Superior Agrária de Viseu (PT)
✅ Organização “muito bem estruturada”
✅ Segurança “exemplar”
✅ Percurso “duro, desafiante e seguro”
✅ Boas condições logísticas e envolvimento das forças de segurança
✅ Feedback 100% positivo de equipas e comissários
Este reconhecimento internacional reforça a nossa ambição de ver o GP Beiras integrar a categoria UCI ProSeries (2.Pro). A candidatura já foi formalmente apresentada!
Agradecemos a todas as equipas, parceiros, voluntários, autarquias e entidades que tornam possível esta grande prova que leva o nome das Beiras e da Serra da Estrela além-fronteiras. 🌍
Seguimos juntos a pedalar pelo território!
#GPBeiras #UCIEuropeTour #Ciclismo #SerraDaEstrela #AMCB #BeirasEmMovimento
O ano de 2024 ficará assinalado como um marco na afirmação da AMCB enquanto estrutura intermunicipal de referência, comprometida com a excelência, a inovação e a coesão territorial. Mais do que um ano de continuidade, 2024 representou um tempo de renovação de propósitos, de visão estratégica partilhada e de reforço da cooperação entre os Municípios da região.
Na reunião, Miguel Gavinhos, Vice-Presidente do Município do Fundão a Presidir o Conselho Direito sublinhou que tudo o que foi concretizado resultou do esforço coletivo dos autarcas, dirigentes e técnicos da Associação, a quem foi dirigido um agradecimento pelo seu profissionalismo e pela capacidade de transformar ambição em resultados concretos.
Num contexto de profundas transições energética, digital, climática e social, a AMCB tem sabido posicionar-se como agente mobilizador de soluções e recursos, cruzando competências em prol de um território mais justo, sustentável e resiliente.
O plano de investimentos executado em 2024 – ambicioso, articulado e coerente com as necessidades reais da região – foi fruto da confiança dos Municípios e da mobilização ativa das autarquias associadas. A sua concretização não se limita ao imediato: muitos dos projetos são plurianuais e continuarão a desenvolver-se, acompanhando o novo quadro comunitário e garantindo impacto duradouro no território.
A AMCB reforça assim o seu papel como estrutura catalisadora do desenvolvimento regional, sustentada numa matriz de proximidade, cooperação e visão estratégica, reconhecida pela sua seriedade e capacidade técnica.
Conscientes dos desafios futuros, mas seguros da sua preparação, os membros da Associação reafirmaram o compromisso com a construção de um legado duradouro, medido pelo impacto positivo nas comunidades e pelo reforço da competitividade regional.
A AMCB continuará, em 2025, a caminhar com ambição e compromisso, lado a lado com os seus Municípios, projetando um futuro que honra o passado e valoriza o território dos municípios que a constituem, concluiu Miguel Gavinhos.
Esta edição ficou marcada pela subida de categoria no calendário da UCI, passando de Classe 2 a Classe 1, mesmo nivel da Volta a Portugal, refletindo a crescente qualidade organizativa e desportiva da prova. A presença de equipas internacionais e a exigência do percurso, com etapas desenhadas para explorar o relevo e as belezas naturais da região, consolidam o evento como um dos mais relevantes do panorama velocipédico nacional.
Mas o Grande Prémio é mais do que competição. É também um instrumento de coesão territorial e promoção do território, ao afirmar o ciclismo como motor de dinamização turística, cultural e económica. As paisagens da Serra da Estrela, os centros históricos, as Aldeias Históricas e de Montanha, os produtos locais e a hospitalidade das populações estiveram no centro da prova, que se transformou numa verdadeira montra do território, visível a nível nacional e internacional.
A organização – a cargo da AMCB e da ENERAREA, em parceria com o Turismo do Centro de Portugal e os 16 Municípios envolvidos, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso, destacou também a introdução de inovações tecnológicas, como a aplicação “Race Tracking”, pioneira a nível mundial, que permite acompanhar em tempo real a evolução da corrida. Foram ainda implementados novos sistemas de segurança rodoviária, num esforço conjunto com as autoridades, em linha com as recomendações da Comissão SafeR da UCI.
“Foi uma edição particularmente exigente, mas profundamente gratificante. Este evento não só eleva o ciclismo, como reforça a projeção do nosso território. Temos ambição de continuar a crescer, rumo ao patamar ProSeries”, sublinhou Carlos Santos, diretor da prova.
O Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela afirma-se assim como um exemplo de como o desporto pode contribuir para o desenvolvimento sustentável do Território, criando valor, notoriedade e orgulho coletivo.