• As temperaturas médias registadas foram muito superiores à Normal Climatológica considerando o intervalo 1991-2020, confirmando um junho significativamente mais quente do que o habitual.
• Entre os dias 14 e 17 de junho registaram-se episódios de precipitação muito intensa. Estações a norte a registaram acumulação de 337,4 mm, enquanto no mesmo mês municípios com registos de apenas 2,6 mm, evidenciando uma enorme irregularidade espacial da precipitação.
• Entre os dias 10 e 13 de junho, a combinação de temperaturas elevadas e baixa humidade relativa criou condições favoráveis ao aumento do risco para a vegetação e à propagação de incêndios.
• Em alguns locais, o Índice Ultravioleta atingiu o nível 8, classificado como elevado, reforçando a necessidade de cuidados acrescidos na exposição solar.
Estes dados, não provam as alterações climáticas, mas na verdade são consistentes com aquilo que a comunidade científica tem vindo a documentar: menos estabilidade, maior frequência de extremos meteorológicos e uma variabilidade crescente entre períodos secos e episódios de precipitação intensa.
É precisamente por isso que a Rede de Monitorização Meteorológica da AMCB assume um papel cada vez mais importante. Conhecer o território em tempo real permite apoiar a agricultura, a gestão da água, a proteção civil e a adaptação dos municípios às novas condições climáticas.
Ao longo de 2025, a AMCB prosseguiu a sua atuação em torno de eixos estratégicos fundamentais, com destaque para a modernização administrativa, a sustentabilidade ambiental, a gestão de riscos, a promoção territorial e cooperação transfronteiriça e a transição energética e climática.
Entre as áreas de maior relevância estiveram o apoio aos municípios na elaboração dos Planos Municipais de Ação Climática, no desenvolvimento de Planos Municipais de Emergência de Proteção Civil, na preparação de Cartas Desportivas, Cartas Sociais e instrumentos ligados à área da saúde e bem-estar, bem como na atualização de ferramentas de cartografia e sistemas de informação geográfica e no acompanhamento de projetos nas áreas da água e saneamento, resíduos, monitorização ambiental e arvoredo urbano.
Merece ainda destaque o trabalho desenvolvido no domínio da gestão de resíduos, nomeadamente através da conclusão dos PAPERSU, da conclusão da estratégia de apoio à compostagem e da preparação de instrumentos de regulamentação dos Resíduos de construção e demolição, procurando reforçar respostas mais estruturadas, sustentáveis e articuladas entre os municípios.
Assumiram igualmente particular importância os projetos ligados à inovação tecnológica aplicada à agricultura e à inclusão, que reforçam a capacidade da região para se adaptar a novos desafios, aproximar tecnologia e território, estimular a modernização de setores estratégicos e criar condições para respostas mais inteligentes, competitivas e socialmente úteis.
No plano da valorização territorial, destacou-se igualmente a realização da sexta edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, um projeto mobilizador que voltou a unir 16 municípios em torno da promoção conjunta do território, articulando desporto, turismo, paisagem, identidade regional e projeção externa.
A aprovação deste relatório confirma a importância da AMCB enquanto estrutura de cooperação intermunicipal, capaz de reunir vontades, partilhar competências e construir soluções ajustadas às necessidades dos municípios. Num contexto cada vez mais exigente, a Associação continua a afirmar-se como um instrumento de proximidade, coesão territorial e apoio técnico qualificado.
Na ocasião, Miguel Gavinhos, Presidente do Município do Fundão e do Conselho Diretivo da AMCB, destacou que “a AMCB mantém o seu compromisso de continuar a trabalhar lado a lado com os municípios, promovendo respostas conjuntas, maior capacitação e melhores condições para o desenvolvimento equilibrado do território”.
A AMCB reforça, assim, o seu papel enquanto estrutura de cooperação e apoio aos municípios, afirmando a intermunicipalidade como instrumento essencial para construir respostas comuns, valorizar o território e preparar a região para os desafios do futuro.
A 8.ª edição do GP Internacional Beiras e Serra da Estrela foi hoje oficialmente apresentada, reunindo autarcas, entidades regionais, patrocinadores, equipas e comunicação social. Organizado pela Associação de Municípios da Cova da Beira - AMCB, e pela Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior – ENERAREA, o evento afirma-se como uma das mais relevantes competições de ciclismo de estrada em Portugal e como um instrumento estratégico de promoção territorial, cultural e turística.
Ao longo de três dias, o pelotão internacional irá percorrer mais de 550 quilómetros, atravessando 16 municípios e revelando ao mundo a diversidade paisagística, patrimonial e humana das Beiras e da Serra da Estrela.
Uma prova que promove o território e mobiliza a região
O GP Internacional Beiras e Serra da Estrela percorre os 16 municípios:
Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso.
Cada etapa foi desenhada para valorizar, Aldeias históricas e de Montanha, Património natural e cultural, Paisagens, Gastronomia e tradições.
O GP Internacional Beiras e Serra da Estrela tem recebido excelentes avaliações da UCI nas últimas edições, reforçando a ambição de subir a 2.Pro .
Nas ultimas avaliações a UCI destaca, Qualidade organizativa, Segurança e coordenação operacional, Diversidade e exigência do percurso, Capacidade de mobilização regional, Envolvimento das forças de segurança e voluntários, Profissionalismo das equipas técnicas
Este reconhecimento coloca a prova na rota da subida à categoria UCI 2.Pro, objetivo assumido pela organização e sustentado pela maturidade crescente do evento.
Percurso Oficial — 3 Etapas, mais de 550 km
ETAPA 1 — Mêda → Fornos de Algodres (192.8 km)
Etapa longa e seletiva, com sucessivas variações de ritmo e passagem por Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida e Celorico da Beira. Final rápido em Fornos de Algodres.
ETAPA 2 — Sabugal → Fundão (174,7 km)
Uma viagem pelo coração das Beiras, com destaque para Sortelha, Belmonte, Penamacor, Castelo Novo e Alpedrinha. Final na Avenida da Liberdade, no Fundão.
ETAPA 3 — Gouveia → Guarda (186,2 km)
A etapa-rainha. Inclui a icónica subida à Torre (2000 m), o ponto mais alto de Portugal Continental, seguida de um final técnico na cidade da Guarda, junto ao Jardim José de Lemos.
Pelotão internacional — 20 equipas, 7 países representados
A edição de 2026 reúne equipas de Portugal, Espanha, Colômbia, Argélia, Roménia, Kosovo e Emirados Árabes Unidos, incluindo formações de topo do ranking UCI.
Entre as equipas presentes destacam-se:
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Equipas |
País |
Categoria |
|
|---|---|---|---|
|
1 |
Team Caja Rural – Seguros RGA |
🇪🇸 |
ProTeam |
|
2 |
Team Kern Pharma |
🇪🇸 |
ProTeam |
|
3 |
Burgos BH |
🇪🇸 |
ProTeam |
|
4 |
Euskaltel – Euskadi |
🇪🇸 |
ProTeam |
|
5 |
Sidi Ali – Unlock Sports Team |
🇩🇿 |
Continental |
|
6 |
NU – Colombia |
🇨🇴 |
Continental |
|
7 |
Meridian Racing p/b de la Uz |
🇦🇪 |
Continental |
|
8 |
Mentorise Team CCN |
🇷🇴 |
Continental |
|
9 |
CLN Kosova |
🇽🇰 |
Continental |
|
10 |
China Mentech Cycling Team |
🇨🇳 |
Continental |
|
11 |
Anicolor / Campicarn |
🇵🇹 |
Continental |
|
12 |
Efapel Cycling |
🇵🇹 |
Continental |
|
13 |
Team Tavira / Crédito Agrícola |
🇵🇹 |
Continental |
|
14 |
Aviludo – Louletano – Loulé |
🇵🇹 |
Continental |
|
15 |
Tavfer – Ovos Matinados – Mortágua |
🇵🇹 |
Continental |
|
16 |
Credibom / LA Alumínios / Marcos Car |
🇵🇹 |
Clube |
|
17 |
Gi Group – Simoldes – UDO |
🇵🇹 |
Clube |
|
18 |
Feira dos Sofás – Boavista |
🇵🇹 |
Clube |
|
19 |
Feirense – Beeceler |
🇵🇹 |
Clube |
|
20 |
Óbidos Cycling Team |
🇵🇹 |
Clube |
O pelotão combina equipas experientes, estruturas de desenvolvimento e formações internacionais habituadas a provas de montanha, garantindo espetáculo, competitividade e ritmo elevado.
Reconhecido pela sua consistência e talento nas grandes voltas, está confirmada a presença de um grande trepador, Domenico Pozzovivo que vem trazer ainda mais nível competitivo a uma prova que celebra o esforço, a superação e a valorização do nosso território.
Com transmissão televisiva, em vários canais e em Streaming, cobertura mediática nacional e internacional, presença de equipas internacionais, o GP Beiras e Serra da Estrela é hoje um dos maiores embaixadores desportivos da região, promovendo, Turismo ativo, Natureza e Montanha, Gastronomia e produtos locais, Património histórico, Identidade e autenticidade deste território.
A prova reforça a estratégia de valorização territorial da Associação de Municípios da Cova da Beira para o Interior, promovendo os seus recursos, a sua identidade e a sua qualidade de vida. Afirma-se, assim, como uma verdadeira montra do território, projetando-o como destino de excelência para o ciclismo, para o turismo sustentável e para quem procura viver, visitar e investir num Interior com ambição.
“O GP Internacional Beiras e Serra da Estrela é mais do que uma prova de ciclismo, é um projeto de afirmação territorial que une 16 municípios e projeta o melhor da nossa região.
O reconhecimento da UCI e as excelentes avaliações das últimas edições reforçam a nossa ambição de alcançar a categoria UCI 2.Pro, consolidando este evento como uma referência no panorama europeu.” Presidente do Conselho Diretivo, Miguel Gavinhos
Durante o encontro, a Associação de Municípios da Cova da Beira, parceiro português do projeto, apresentou a Estratégia de Comunicação, definindo a abordagem de divulgação e envolvimento de públicos (produtores, entidades públicas, ecossistema de inovação e cidadãos), com foco na demonstração em contexto real e na transferência de conhecimento para o setor hortofrutícola.
A reunião incluiu ainda um ponto de situação por parte dos parceiros, consolidando a articulação entre desenvolvimento tecnológico e validação em campo: as soluções assentam em robótica autónoma, visão artificial e inteligência artificial, com atenção à adaptabilidade a diferentes culturas, condições de terreno e requisitos operacionais, assegurando robustez e viabilidade nos ensaios piloto.
Em termos de organização do trabalho, o FRUCTHOR-IA avança em paralelo na identificação e priorização das necessidades de automatização do setor, no desenvolvimento e integração de soluções robóticas (incluindo monitorização de culturas e trabalho colaborativo humano-robô), na validação e demonstração à escala piloto em vários territórios e, por fim, na transferência para o tecido produtivo, apoiada por ações de capacitação e por uma estratégia de aceitabilidade/viabilidade financeira que explore modelos de investimento partilhado e mutualização entre explorações compatíveis.
O consórcio do projeto é liderado pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) – Centro de Automática y Robótica (CAR) e integra 10 beneficiários, Associação de Municípios da Cova da Beira , incluindo Instituto Tecnológico de Castilla y León (ITCL), Fundación Andaluza para el Desarrollo Aeroespacial (CATEC), Chambre d'Agriculture Dordogne, Conseil Départemental de la Dordogne, Agerpix Technologies, École Supérieure des Technologies Industrielles Avancées (ESTIA), Instituto Politécnico de Bragança – CeDRI e Instituto Politécnico de Viseu através da Escola Superior Agrária.
Miguel Gavinhos, Presidente do Conselho Diretivo da AMCB refere que neste contexto, a sua ambição de implementar projetos-piloto em municípios e na região, tem como objetivo contribuir para trazer demonstrações reais ao território, recolher evidência técnica e criar condições para futura adoção e escalabilidade das soluções no setor.
A Mesa da Assembleia Intermunicipal passa a ter a seguinte composição:
Presidente: Sérgio Fernando da Silva Costa – Presidente do Município da Guarda
Vice-Presidente: Vítor Manuel Dias Proença – Presidente do Município do Sabugal
Secretário: Alexandre Filipe Fernandes Lote – Presidente do Município de Fornos de Algodres
Para o Conselho Diretivo, foi igualmente alcançada unanimidade na eleição da nova equipa:
Presidente: Luís Miguel Roque Tarouca Duarte Gavinhos – Presidente do Município do Fundão
Vogais:
Carlos Manuel Martins Condesso – Presidente do Município de Figueira de Castelo Rodrigo
António José Monteiro Machado – Presidente do Município de Almeida
Daniela Patrícia Monteiro Capelo – Presidente do Município de Pinhel
José Miguel Ribeiro de Oliveira – Presidente do Município de Penamacor
Compromisso com o território e com o futuro!
“A unanimidade registada nestas eleições é um sinal claro de coesão institucional e de maturidade política entre os municípios associados. Mostra que partilhamos uma visão comum para reforçar a cooperação, acelerar o desenvolvimento sustentável, valorizar o nosso território e melhorar, de forma contínua, os serviços prestados às nossas populações.” - Miguel Gavinhos
“Assumimos hoje este mandato com o compromisso de consolidar projetos estruturantes, promover a competitividade regional e afirmar uma voz conjunta mais forte. Queremos que a Associação de Municípios da Cova da Beira seja cada vez mais influente no contexto regional, nacional e transfronteiriço, criando oportunidades, atraindo investimento e garantindo melhores respostas para quem vive e trabalha na região” - Miguel Gavinhos
Iniciativas emblemáticas como a Feira ECORAIA, que projeta os produtos locais e a economia de proximidade a nível ibérico, a cooperação cultural que valoriza a identidade comum e dinamiza o território, e os projetos conjuntos nas áreas da energia, ambiente, turismo e prevenção de riscos demonstram que trabalhar em conjunto dá resultados. O Plano Estratégico do Território BINSAL 2030 surge agora como um passo decisivo para consolidar este caminho, reforçar a ambição política do território e garantir que a cooperação além-fronteiras continua a gerar emprego, fixar população e melhorar a qualidade de vida das comunidades, transformando visão política em ação concreta até 2030 e além.
Cofinanciado pela União Europeia, no âmbito do Programa Interreg, o projeto BINSAL Território Com Futuro tem como objetivo estudar, conhecer e debater de forma estruturada as opções de desenvolvimento do território transfronteiriço, com especial enfoque em ações ligadas ao agroturismo, à valorização dos recursos endógenos e à dinamização económica sustentável.
O trabalho conjunto entre a AMCB e a Diputación de Salamanca assenta no Convénio de Cooperação Transfronteiriça assinado em 2017, que deu origem à Comunidade de Trabalho BINSAL, consolidando um quadro institucional de colaboração entre territórios das NUTS III de Salamanca, Beiras e Serra da Estrela. Esta parceria visa promover a diversificação económica, reforçar a coesão social e valorizar o património natural, cultural e gastronómico comum.
O Plano Estratégico BINSAL 2030 organizar-se-á em torno de quatro eixos prioritários:
Turismo Sustentável; Agricultura e Gastronomia de Proximidade; Transição Verde e Digital; Governança Cooperativa. Entre os seus objetivos centrais destacam-se a fixação de empresas e população, a valorização da Marca Território BINSAL, a promoção de cadeias de valor locais e a preparação de projetos estruturantes para programas como Interreg, PT2030 e NextGenerationEU.
O modelo de gestão da elaboração do Plano Estratégico do Território BINSAL 2030 projeto articula a Comunidad de Trabajo BINSAL (CT BINSAL), o Grupo Técnico de Fronteira (GTF) e os Grupos de Ação Local (GAL) do território, que assumem um papel central enquanto agentes dinamizadores do desenvolvimento local e transfronteiriço.
O processo resultará em documentos estruturantes para cada fase, incluindo um diagnóstico estratégico, um plano de ação com medidas de curto e médio prazo, um dossiê de fichas de atuação com indicadores e estimativas de recursos, um modelo de governação, bem como um plano de implementação e instrumentos de monitorização. Os produtos finais integrarão o Plano Estratégico do Território BINSAL 2030 vai desenvolver um mapa interativo de agroturismo e bases de dados interoperáveis e que possam auxiliar na definição de estratégias e projetos para a região transfronteiriça.
O encontro, que decorreu nas instalações da Fundación ONCE, reuniu os parceiros espanhóis, franceses e portugueses e franceses para definir o plano de trabalho conjunto e as prioridades da rede “Neurone IncluvIA”, um conjunto de pequenos centros especializados na inclusão laboral de pessoas com deficiência através da integração de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e agentes autónomos colaborativos.
Um projeto europeu com impacto social
O projeto IncluvIA, com um orçamento global de 1,47 milhões de euros, pretende criar novas oportunidades de emprego, formação e empreendedorismo inclusivo, utilizando a IA como ferramenta de capacitação e integração socioprofissional.
A AMCB, é uma das entidades responsáveis pela implementação das ações-piloto em Portugal, nomeadamente na região dos seus municípios associados. O seu papel será fundamental na formação de beneficiários, identificação de necessidades locais, adaptação de soluções tecnológicas e promoção de projetos de economia social.
De acordo com Carlos Santos da AMCB“ este projeto é mais um passo na consolidação da estratégia da AMCB em matéria de inovação social e tecnológica, aproximando as ferramentas digitais dos territórios do interior e garantindo que ninguém fica para trás na transição digital e laboral”.
Resultados esperados
Entre os objetivos centrais do projeto destacam-se:
A reunião de Madrid marcou o início de uma parceria que se estenderá até maio de 2028, e que reunirá entidades de Espanha, França e Portugal com o propósito comum de colocar a tecnologia ao serviço da inclusão.