Associação de Municípios da Cova da Beira

Notícias

  • 05-02-2021

    Legislador deve "prolongar" actuais contratos entre municípios e EDP

    Presidente da Associação das Agências de Energia diz que prazo para definir regras das novas concessões elétricas é curto. Este ano terminam 228 contratos de concessão entre as autarquias e a EDP.

    O grande instrumento de política energética do país para a próxima década, o Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), reconhece as agências locais de energia e clima “como actores-chave” para desenvolver, a nível local, os objectivos nacionais de descarbonização da economia. 

    O presidente da direcção da RNAE - Associação das Agências de Energia e Ambiente, Carlos Santos, acredita que o protagonismo é “o reconhecimento do trabalho que as agências têm feito” nos últimos anos, que “levou a que a tutela tivesse percebido que tem o interlocutor certo para as medidas se possam implementar no território”.

    Desta rede que é a RNAE fazem parte as 20 agências (municipais e intermunicipais) que “cobrem praticamente 70% do território nacional (sendo as “regiões mais desprovidas” Aveiro e Viseu). “O que temos acima de tudo é a confiança dos agentes locais, as IPSS, as autarquias, corpos de bombeiros, centros de saúde, escolas; conhecem-nos, sabem quem somos, o que fazemos, como fazemos e como podemos ajudar”, refere.

    É por conhecer de perto a realidade dos municípios que o presidente da RNAE diz ao PÚBLICO existir um tema que preocupa os autarcas e que deveria ser “ponderado pelo Governo”: “Era importante o legislador pensar na prorrogação dos contratos actuais” de concessão das redes municipais em baixa tensão, diz ao PÚBLICO.

    O Governo planeia avançar com os concursos para as novas concessões este ano, mas Carlos Santos considera improvável que o processo se conclua atempadamente e destaca o facto de já este ano chegarem ao fim os contratos que ligam 228 municípios à EDP Distribuição (dois deles já terminaram e os restantes terminarão entre 2022 e 2026).

    O executivo lançou um grupo de trabalho (onde estão também os municípios) que deverá apresentar até final de Março os projectos de peças do procedimento de concurso e a minuta de contrato tipo para as novas concessões municipais. Ainda que o grupo de trabalho consiga apresentar resultados até Março, depois haverá eleições autárquicas em Setembro ou Outubro. “Será que entre um processo e outro há tempo para que os municípios decidam em todo o seu processo deliberativo o arranque do novo concurso? Se calhar não, e se calhar também não haverá o tempo para a ponderação necessária e para que as decisões sejam bem tomadas”, considera.

    As redes em baixa tensão são fundamentais na transição energética que o país planeia para as próximas décadas pois deverão, no futuro, estar preparadas para aguentar a entrada de mais produção de electricidade renovável, vinda dos projectos convencionais ou de outros, de auto-consumo, nos telhados portugueses, bem como o carregamento das viaturas eléctricas que se acredita que irão proliferar pelo país.

    Tratar o país “como um todo"

    lei diz que os municípios, chegados ao final do contrato, podem resgatar a concessão e optar por gerir directamente os seus activos. A ERSE chegou a apresentar (em resposta a um pedido do Governo para dividir o país em áreas de concessão) uma proposta de divisão em três áreas territoriais. Mais tarde, o secretário de Estado da Energia, João Galamba, veio reconhecer que o ideal é uma única concessão para todo o país, que seja disputada por mais do que uma empresa.

    A decisão cabe aos municípios, mas o risco é que, havendo contratos de concessão a chegar ao fim, e sem processo concluído, cada município comece a decidir por si o que fazer, teme Carlos Santos. “Tivemos até agora uma entidade que tratou o país como um todo a nível de investimento e garantiu uma qualidade de serviço homogénea, se hoje o formos a dividir e ramificar, tudo isto se perde”.

    “Temos uma qualidade de serviço que é boa, homogeneidade de tarifas a nível nacional, esteja o consumidor em Albufeira ou na Covilhã, ao contrário do que acontece com a água, e uma fórmula para remunerar os municípios pela utilização das redes que também é idêntica, e estes são princípios que não podemos deixar andar para trás”, salienta.

    Lembrando que há questões jurídicas que se levantam para os municípios, porque ainda se mantém em vigor a Lei n.º 31/2017 que fixava que os concursos deveriam ser lançados em simultâneo em 2019, mas que nada aconteceu, o também director-geral da ENERAREA - Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior defende que é preciso “prolongar as condições das actuais concessões e tomar decisões mais reflectidas” para o futuro, como a eventual integração da rede de baixa tensão com as redes de média e alta tensão (enquanto na primeira os municípios são os concedentes, nas outras, a concessão pertence ao Estado e só terminam em 2044).

    Salientando que se deve ouvir neste processo que tem hoje a concessão (a EDP Distribuição) e quem está interessado em concorrer (como a Endesa, que já manifestou esse interesse), nota que “estamos a falar de um dos maiores contratos do século” e que é tempo de “reflectir se há vantagens ou não em fazer uma unificação e termos a mesma entidade” a gerir baixa, média e alta tensão. “Se tivermos uma entidade a gerir tudo, ou pelo menos entidades que possam concertar a gestão, melhor será o serviço ao consumidor final”.

    O fiambre na sandes

    Sobre o que tem sido a actuação dos municípios no domínio da energia e ambiente, Carlos Santos diz que hoje “há preocupações prioritárias que antes não o eram”, por causa da luta contra as alterações climáticas. Mas também reconhece que há sempre um “grande incentivo” quando se vê que as intervenções trazem poupanças financeiras, porque os municípios gerem “um grande conjunto de equipamentos municipais e o dinheiro é sempre escasso”.

    Daí que as agências se esforcem para demonstrar que “há necessidade de fazer investimentos e de que estes podem ser financiados através de programas comunitários”, dando apoio às autarquias nas candidaturas e na interacção com os gestores dos programas comunitários.

    Nestas dinâmicas, a economia local também sai a ganhar. Ao olhar para um edifício municipal, como uma piscina coberta, e identificar um conjunto de medidas que o município deve implementar, a agência cria a “necessidade da redução de consumo e da poupança ambiental, mas também um mercado para que as empresas possam prestar o serviço”: “Costumamos dizer que na sandes somos sempre o fiambre: estamos entre a parte que tem a necessidade e a parte que tem a solução, e acabamos por agenciar processos, juntando-as”.

    Exemplo disso é a iluminação pública, onde está grande parte dos consumos e despesa energética dos municípios. Hoje, com o apoio das agências, muitas dessas redes de iluminação já estão a ser geridas por empresas de serviços energéticos, que são parceiras dos municípios. A forma mais fácil de obter poupanças é trocar os equipamentos por outros mais eficientes, mas Carlos Santos frisa que é possível ir mais longe, fazendo a telegestão do equipamento e pondo-o em interacção com outros, dentro do conceito de redes e cidades inteligentes. E dá o exemplo: “Estamos a acompanhar um projecto que tem vários equipamentos de contagem de tráfego e de estações meteorológicas que detectam factores como a quantidade de nevoeiro e que fazem com que se automatize a iluminação em função desses factores”. Se não houver carros nem pessoas na rua, o nível de iluminação baixa para um mínimo necessário de segurança, mas a partir do momento em que se detecta movimento, voltam a subir.

    “É esta interactividade que é necessária” e o papel das agências é criar e identificar a necessidade de investimento e encontrar os meios e os parceiros para que a estratégia do município se concretize, explica. Também destaca o cadastro das redes de água que está a ser feito a nível nacional, para identificar os locais onde há perdas na distribuição de água e onde é preciso intervir: “Quero acreditar que os próximos anos já trarão muito investimento para a gestão eficiente das redes de água como existe para a gestão eficiente da componente energética”.

    Sublinhando o esforço permanente de sensibilização que é feito pelas agências, o líder da RNAE acredita que “os pequenos passos todos somados permitem obter grandes resultados” e que, tanto na água, como na energia, “se mudarem os comportamentos, também se utilizarão melhor os recursos”.

  • 05-01-2021

    VALORIZAÇÃO DOS RECURSOS ENDOGENOS, INOVAÇÃO TERRITORIAL E TRANSIÇÃO ENERGETICA PARA 2021

    No dia 29 de dezembro teve lugar a reunião da Assembleia Intermunicipal com os municípios associados onde o Plano e Orçamento foi aprovado por unanimidade.

    O Presidente do Conselho Diretivo da AMCB Dr. Antonio Dias Rocha, apresentou o plano de atividades e orçamento para 2021 no valor de € 2.000.000,00. Os objetivos estratégicos que o executivo pretende levar a cabo durante o ano de 2021 e seguintes, foram definidos tendo por base a Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial RIS3, mais concretamente nas Plataformas de Valorização dos recursos endógenos naturais, Tecnologias para a qualidade de vida Inovação territorial.

    Plano de Atividades aprovado tem em consideração os projetos de continuidade em execução, bem como novas iniciativas/projetos transmitidas pelas autarquias que se materializam em projetos novos ou em atualizações/revisões dos existentes.

    São definidos para 2021 os seguintes objetivos e respetivos projetos e ações e medidas:

     - Modernizar a qualidade de serviço da administração local e reforçar a capacitação institucional e as redes de cooperação

     - Melhorar e promover a qualidade do ambiente urbano, a sustentabilidade no uso dos recursos e a prevenção e gestão de riscos

     - Promoção territorial e Cooperação Transfronteiriça

     -Transição Energética

    O Conselho Diretivo reflete ainda no documento dar continuidade ao seguinte:

    • Manter a interação com os Municípios;
    • Manter a cooperação com a CCDRC e com outras entidades, nomeadamente as que nos estão mais próximas, nomeadamente com a CIM Beiras e Serra da Estrela;
    • Colaborar com a Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior - ENERAREA nas suas atividades de planeamento e intervenção na procura de respostas numa vertente de otimização e racionalização de consumos energéticos em infraestruturas municipais bem como fomentar e promover projetos na área das energias renováveis.  
    • Continuar a Cooperação Transfronteiriça, CT BIN SAL (Comunidade de trabalho Beira Interior Salamanca) e integrar novos contextos institucionais, legais e operativos;
    • Reforçar redes de incorporação de saber tecnológico com instituições de Ensino Superior, nomeadamente a UBI, IPG, IPV e IPCB;
    • Realização de Ações de Formação e Sensibilização nas escolas do 1.º, 2.º e 3.º ciclo, dos municípios associados;
    • Promover a criação, atualização, circulação e disponibilização de dados no Sistema de Informação Geográfico no âmbito do Território
    • Mobilizar a necessária disponibilidade de pessoas e meios para as respostas possíveis a situações imprevistas.

    Na estratégia das ações e medidas do executivo estão presentes a Educação, Formação e Igualdade de Género; O Planeamento, Ordenamento Territorial, Ordenamento Florestal, Revisão dos planos Municipais de Emergência e Proteção Civil, a Sustentabilidade e Eficiência de Recursos; a Cooperação Transfronteiriça; e a Gestão Energética.

    O executivo salientou ainda o facto de pretender dar continuidade aos trabalhos de apoio na revisão e elaboração dos diversos Planos Municipais com são os Planos de Defesa da Floresta Contra Incêndios, Planos Municipais de Emergência e Proteção Civil, Cartas Educativas, Mapas de ruido e ao recente desafio que prevê concluído nos próximos meses que são os Planos Municipais de Bio resíduos. 

    A AMCB além dos projetos em curso, continuará com o desafio da realização do cadastro de infraestruturas de água e saneamento; estudo de viabilidade económica e financeira para a gestão em baixa da água e saneamentona cartografia para gestão do território; na transição energética nomeadamente em projetos candidaturas na área energética auditorias energéticas e implementação de projetos na área das energias renováveis (solar, geotermia, biomassa, . . .).

    Aproveitando para desejar um Novo Ano repleto de sucessos,

    O Presidente do Conselho Diretivo

    António Dias Rocha Dr.

  • 19-09-2020

    AMCB e UBI aprovam projeto no âmbito das Academias Gulbenkian do Conhecimento – Fundação Calouste Gulbenkian

    No âmbito das Academias Gulbenkian do Conhecimento 2020, com referência à metodologia Skills4Genius, (Metodologia para a promoção de competências em crianças e jovens), foi aprovado um projeto comum entre a Associação de Municípios da Cova da Beira e Universidade da Beira Interior.

    A metodologia Skills4Genius (UTAD/CIDESD) é um programa de promoção de competências sócio emocionais e motoras, de origem portuguesa, desenvolvido em contexto escolar (Santos, Jiménez, Sampaio, & Leite, 2017) e consubstanciado no quadro teórico do Modelo de Desenvolvimento para a Criatividade no Desporto (Santos, Memmert, Sampaio & Leite, 2016). O programa tem como objetivo utilizar atividades desportivas como indutoras do pensamento e comportamento motor criativo, adaptabilidade e resolução de problemas em crianças dos 5 aos 13 anos.

    Neste sentido, está previsto que estas ações sejam desenvolvidas através das atividades extracurriculares, estando direcionadas para turmas do pré-escolar, 1º ciclo e 2º ciclo, 2 vezes por semana, com a duração recomendada de 9 meses.

    Para a aplicação das competências acima referidas, os professores de educação física realizarão uma ação de formação teórica e pratica ministrada pela Fundação Gulbenkian. Posteriormente a Universidade da Beira Interior promoverá também ações de formação aos docentes diretamente envolvidos, e ao mesmo tempo serão creditadas horas de formação para a progressão na carreira docente.

  • 30-06-2020

    ASSEMBLEIA INTERMUNICIPAL DA AMCB, REUNE EM BELMONTE E APROVA POR UNANIMIDADE CONTAS DE 2019

    No dia 30 de junho reuniu em Belmonte a Assembleia Intermunicipal da Associação de Municípios da Cova da Beira, presidida pelo Dr. Antonio Dias Rocha, presidente do Municipio de Belmonte, e onde estiveram também presentes os representantes dos 13 Municipios associados.

    Com uma execução de 90%, o relatório de atividades e prestação de contas, foi apresentado, discutido e aprovado por unanimidade.

    Foi realçada a boa execução do plano de atividades que assenta nas ações e medidas do âmbito desta Associação, e que reforçaram pilares tão importantes como a Educação, Formação e Igualdade de Género; O Planeamento, Ordenamento Territorial e a Sustentabilidade e Eficiência de Recursos; a Cooperação Transfronteiriça; e a Gestão Energética.

  • 23-03-2020

    #vaificartudobem

    Aproveite o tempo em casa, e com os seus filhos visite o site www.enerkids.pt. Aprenda a poupar de forma divertida!

  • 25-02-2020

    Exposição trabalhos no âmbito do projeto ENERKids

    VAMOS CONSTRUIR UM MUNDO ENERGETICAMENTE EFICIENTE

    A Associação de Municipios da Cova da Beira, em parceria com a ENERAREA - Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior e a RNAE – Associação das Agências de Energia e Ambiente (Rede Nacional), promovem uma exposição de trabalhos sobre a eficiência energética, realizados no âmbito do projeto ENERKIDS, no Eco Museu do Zêzere em Belmonte.

    Estes trabalhos resultam das ações de sensibilização sobre a eficiência e racionalização energética realizadas nas escolas, junto de crianças com idades entre os 6 e 10 anos (1º Ciclo).

  • 04-02-2020

    AMCB Lança canal no Youtube de consciencialização energética para crianças.

    ENERKIDS - VAMOS CONSTRUIR UM MUNDO ENERGETICAMENTE EFICIENTE

    Este trabalho surge como incentivo à abordagem da temática na comunidade escolar, nomeadamente a escolas do 1º Ciclo, tendo como objetivo principal despertar o interesse das crianças para a importância de se adotarem comportamentos responsáveis que promovam um uso eficiente da energia elétrica em diferentes contextos, escolar e doméstico.

    Sensibilizar alunos/as do 1º ciclo para que promovam um consumo mais eficiente de energia é, sem dúvida, a interiorização de comportamentos adequados e não apenas da mudança de atitudes da utilização responsável dos recursos.

    Pretende-se, desta forma, contribuir para a formação de uma consciência energética nas crianças, como um recurso a uma comunicação baseada em situações do dia-a-dia e em regras práticas de fácil interiorização, assim sendo, pretende-se que o público mais jovem seja o motor de mobilização e motivação para verdadeiras mudanças na sociedade ao nível dos comportamentos no consumo de energia elétrica.

    Conheça o Ventoinhas no canal Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCFHz6aMmikT5lB-2Xbbw8Rw

    Este Canal foi desenvolvido pela AMCB - Associação de Municípios da Cova da Beira, em parceria com a RNAE - Rede nacional de Agências de Energia, ENERAREA - Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior e financiado pela ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos no âmbito do projeto “ENERKIDS – Vamos Construir um Mundo Energeticamente Eficiente” pelo Plano de Promoção de Eficiência Energética no Consumo de Energia Elétrica 2017-2018.

  • 30-01-2020

    Reunião com os Municipios sobre o estudo e analise de viabilidade dos modelos de gestão para os sistemas municipais de abastecimento de agua

    A AMCB promoveu a realização do  Estudo comparativo e análise da viabilidade económico-financeira dos modelos de gestão para o(s) sistema(s) municipal(is) de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais e em resultado disso, foi ontem, 30 de janeiro, realizada em Belmonte uma reunião de trabalho e discussão do Relatório Técnico de caracterização e de diagnóstico da situação atual e estudo comparativo e análise económico-financeira dos modelos de gestão de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais dos Municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel e Sabugal.

    Nesta reunião, onde compareceram autarcas e técnicos dos municípios da região, foram apresentadas as conclusões do Relatório técnico desenvolvido bem como as vantagens e desvantagens dos diferentes modelos de gestão de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais, nomeadamente Gestão Delegada e a Gestão Concessionada.

  • 13-01-2020

    Revisão dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios

    Esta revisão surge com o intuito de obedecer à Diretiva Europeia relativa aos critérios e normas técnicas para a elaboração e operacionalização do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI)

    “Atendendo ao facto de os limites administrativos não circunscreverem a incidência dos riscos, a atuação preventiva requer, para além de uma abordagem multidisciplinar, uma ótica supramunicipal e neste sentido, a uniformização de conceitos técnicos e de metodologias de identificação e representação cartográfica da informação torna-se essencial para um trabalho conjunto, articulado e coerentemente organizado, de modo a produzir os resultados desejados”. É com este objetivo que a AMCB promove a revisão dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios junto das suas autarquias associadas que incluirá a produção de cartografia municipal de risco e a construção de sistemas de informação geográfica de base supramunicipal em matéria de riscos. Deste modo a informação partilhada contribuirá para a criação de uma base de conhecimento comum em matéria de prevenção riscos, acessível e partilhada pelas diversas entidades com responsabilidades de intervenção sobre o território.

    Esta revisão surge com o intuito de obedecer à Diretiva Europeia relativa aos critérios e normas técnicas para a elaboração e operacionalização do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), constante do Despacho n.º 443-A/2018 - de 9 de janeiro, bem como das orientações do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.), encontra-se a AMCB a promover a revisão do PMDFCI dos municípios de Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Guarda, Pinhel, Trancoso e Seia.
    O PMDFCI é um instrumento de gestão territorial Municipal, de carácter obrigatório, que tem que ser revisto periodicamente e/ou sempre que se verifiquem alterações significativas que tenham repercussões sobre o Plano em vigor.
    No âmbito deste projeto, foi já realizada uma reunião em Belmonte, para apresentação do plano de trabalhos e arranque dos mesmos, que contou com a presença dos técnicos dos Gabinetes Técnicos Florestais dos municípios envolvidos.
    Foi também ministrada, em Belmonte, uma formação em Cartografia de Risco para os técnicos dos Municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso. Esta formação visou a capacitação dos técnicos dos Gabinetes Técnicos Florestais dos Municípios da região para o desenvolvimento de Cartografia de Risco na área dos Incêndios Florestais.

  • 26-12-2019

    Festas Felizes

    A Associação de Municípios da Cova da Beira, deseja a todos, Festas Felizes, e um Novo Ano repleto de boas concretizações.